A importância de uma formação sólida e diferenciada que lhe permita encontrar um emprego que vá ao encontro das suas ambições ou melhorar as suas condições salariais está, mais do que nunca, na ordem do dia.

O mercado laboral é extremamente competitivo procurando, por isso, profissionais que sejam capazes de rapidamente apresentarem resultados. As licenciaturas e mestrados tradicionais são importantes, mas a sua componente eminentemente teórica pode acabar por não ajudar a resolver a premissa que referimos no parágrafo anterior.

Isso consegue-se com uma formação que, à componente teórica, alie uma forte vertente prática e ligação com as empresas como é o caso de um MBA.  

MBA, o que é?

MBA, acrónimo para Masters Business Administration, é uma pós-graduação/mestrado aplicado à ciência da gestão com um cariz muito prático e que segue um modelo próximo da realidade do mundo dos negócios.

Um pouco à semelhança do que ocorre nos cursos profissionais, a componente formativa de um MBA é articulada entre instituições de ensino superior e empresas providenciando ao aluno um ensino tem tipicamente por base a análise e aplicação de casos práticos.

Reconhecido internacionalmente e geograficamente portátil, ou seja, se concluir um MBA numa Universidade que seja certificada será mais facilmente reconhecido e considerado em diferentes partes do mundo.

Apesar de serem colocados dois tipos de MBA à disposição dos candidatos, a escolha mais frequente e reconhecida é o desenvolvido em full-time, ou seja, os alunos deixam (temporariamente ou permanentemente) a empresa onde se encontravam e dedicam-se em exclusivo ao MBA, que tem uma duração de 12 (mais usual) a 24 meses (no caso do chamado MBA Executive que se realiza em part-time) dependendo do programa escolhido.

Por norma, um programa MBA full-time é mais procurado por pessoas sem emprego assegurado, enquanto o aluno que opta pelo programa Executive (part-time) vai em busca de uma promoção e/ou melhoria das suas condições salariais, uma vez que, na maior parte dos casos, já tem emprego assegurado.

As vagas para MBA são limitadas e o processo de selecção duro. É exigido aos alunos candidatos um teste de proficiência em inglês, dado que a maioria dos MBA apresenta uma forte componente de materiais e aulas nesta língua, daí que o seu domínio seja importante.

No processo de candidatura é necessário ainda ter sempre em consideração as certificações internacionais requeridas e se as instituições pedem ou não os exames reconhecidos a nível mundial: GMAT e TOEFL (ou equivalente).

A dureza não se fica pelo processo de selecção. As propinas de um MBA são elevadas e podem variar entre 5 mil e mais de 30 mil euros nas instituições portuguesas. Caso se opte por um MBA full-time numa universidade estrangeira, estes valores podem ascender até 150 mil euros mais os custos com alojamento, alimentação e viagens.

Vale a pena investir?

Apesar da sua abrangência, um MBA pode não ser para toda a gente. Fatores como a capacidade financeira, profissão ou a ambição de cada um devem pesar na decisão de se candidatar a uma formação deste género.

Além disto, entrar num MBA não é propriamente fácil e, uma vez aceite, tem que preparar-se para dedicar muito do seu tempo ao curso. Ainda assim, vale a pena investir tempo e dinheiro num MBA? Em último caso, a decisão será sua, mas existem boas razões para crer que se trate de um bom investimento, senão vejamos:

  • Os estudos das melhores escolas demonstram que, nos 3 anos seguintes à conclusão de um MBA, os estudantes obtêm melhores salários.
  • Caso o MBA que escolha esteja bem cotado no mercado, e como muitas empresas recrutam diretamente nas instituições de ensino que disponibilizam esta oferta formativa, abrir-lhe-á portas a mais processos de recrutamento.
  • O saber não ocupa lugar e num MBA é bom que tenha um grande espaço disponível pois será inundado por novas teorias e práticas de negócio. Todas as disciplinas têm uma forte componente prática o que o leva a colocar à prova a teoria apreendida.
  • Como, normalmente, as turmas e professores têm backgrounds muito diferentes entre si (forte componente internacional), o conhecimento que adquirir irá trazer-lhe uma perspectiva diferente do mundo e do seu papel no mesmo.
  • Para além de todo o conhecimento sobre novas teorias e práticas de negócio que lhe será fornecido durante o curso, o MBA tem uma forte componente social com uma série de eventos que se realizam ao longo do curso. Isto servirá não só para conhecer melhor os seus colegas, como estabelecer contactos com os responsáveis dos principais players empresariais do mercado.
  • Ao renovar e alargar o seu conhecimento sobre a área de mercado onde atua ou pretende atuar, o MBA apresenta-se como uma mais-valia não só na procura de um novo emprego, como lhe fornecerá bases seguras para uma mudança de carreira ou para o inicio do seu próprio negócio.
  • Muitas pessoas servem-se de Fazer um MBA numa universidade reputada serve, para muitas pessoas, como uma forma de colmatar falhas na licenciatura que tiraram.
  • Ter um MBA no currículo contribui decisivamente para melhorar a nossa marca pessoal. É um fator diferenciador que lhe pode valer uma atenção positiva num processo de recrutamento.

Que MBA escolher?

Existem cerca de 2500 programas de MBAs pelo mundo inteiro. Escolher a melhor escola de gestão e, correspondentemente, o melhor MBA, não é uma tarefa fácil, sobretudo porque os que estão no topo dos rankings exigem, notas de GMAT muito elevadas, óptimas referências e são verdadeiramente exigentes nas entrevistas de entrada.

São vários os rankings que premeiam os programas de MBA. Os mais interessantes são elaborados por publicações de prestígio: Financial Times, Economist e da Forbes. Será de realçar que a variável mais importante para a elaboração dos rankings é o salário três anos após o MBA, por isso é normal vermos os MBAs das maiores economias mundiais na frente.

O único MBA português a aparecer nos rankings é o The Lisbon MBA (resultado da parceria das Universidades Nova, Católica e MIT), que ocupa o 40º lugar no ranking mundial full-time (15º na Europa) e 99º lugar no Executive.


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