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A pandemia e a consequente aposta massiva das empresas dos mais variados setores de atividade na digitalização dos seus processos, veio colocar a nu a escassez de profissionais qualificados na área das Tecnologias da Informação – TI em Portugal. Vamos perceber os desafios das profissões em TI em Portugal.

Apesar da alta qualificação dos profissionais portugueses em matéria de TI, o que os torna muito cobiçados internacionalmente, acaba por não conseguir dar vazão à alta taxa de procura que se vem verificando no último ano e meio.

Isto vem confirmar as previsões de vários estudos pré-pandemia que já apontavam par que, em 2020, faltariam entre 800 mil e um milhão de profissionais de TI para responder às necessidades das empresas.

Como referimos, a falta de profissionais de TI em Portugal não se deve apenas à procura massiva pós-pandémica, os head-hunters de multinacionais com origem nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Holanda, entre outros locais, viram no nosso país um filão em termos de mão-de-obra qualificada nesta área da tecnologia da informação e fazem ofertas muito aliciantes aos talentos nacionais.

E é neste momento que se acaba por dar um choque entre duas realidades: de um lado os empregadores nacionais que tentam profissionais altamente qualificados com salários baixos e empregadores internacionais que pagam bem pelo talento dos profissionais portugueses, muitas das vezes para trabalho efetuado de forma remota.

Resumindo, enquanto os empregadores nacionais falam de “salários emocionais”, as empresas estrangeiras apresentam salários realmente apelativos.

Salários em TI

Segundo um estudo efetuado pela consultora de recrutamento Robert Walters, 59% dos profissionais de TI no nosso país estão à procura de uma nova oportunidade de trabalho, 88% dizem mesmo estar confiantes sobre oportunidades de trabalho no setor e 40% revelam ainda a expectativa de um aumento salarial no decorrer de 2021.

As expetativas destes 40% não são descabidas. Apesar das diferenças em termos salariais, quem pretende aproveitar a onda de crescimento desta área e prosseguir uma carreira em TI vai deparar-se, de um modo geral, com salários bastante apelativos para a realidade de outras profissões igualmente especializadas.

Por exemplo, um programador de interfaces gráficas (front-end) com apenas dois anos de experiência pode ganhar a partir de 30 mil euros brutos por ano no mercado português, mas há posições, de chefia, como são o caso dos diretores de tecnologias da informação (CIO), diretores de tecnologia (CTO) e diretor de cibersegurança (CSO), cujos ordenados podem chegar aos 120 mil euros brutos anuais.

Eis o top 5 das carreiras em TI mais valorizadas salarialmente no mercado português em 2021

1ª – Gestor de dados e analítica

Anos de experiência: 2 a 5 anos

Intervalo salarial em 2020: 68/70 mil euros brutos anuais

Intervalo salarial em 2021: 65/80 mil euros brutos anuais

2ª – Engenheiro de Blockchain

Anos de experiência: 2 a 5

Intervalo salarial em 2020: 55/80 mil euros brutos anuais

Intervalo salarial em 2021: 55/80 mil euros brutos anuais

3ª – Cientista de Dados

Anos de experiência: 2 a 5 anos

Intervalo salarial em 2020: 50/70 mil euros brutos anuais

Intervalo salarial em 2021: 50/80 mil euros brutos anuais

4ª – Gestor de entrega de produto e software (Delivery Manager)

Anos de experiência: 2 a 5

Intervalo salarial em 2020: 60/75 mil euros brutos anuais

Intervalo salarial em 2021: 60/75 mil euros brutos anuais

5ª – Especialista em Big Data

Anos de experiência: 2 a 5

Intervalo salarial em 2020: 45/65 mil euros brutos

Intervalo salarial em 2021: 45/70 mil euros brutos


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