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A resposta não é simples. A entrada nesta distopia chamada pandemia em março do ano passado transformou radicalmente a nossa vida e, por inerência, as profissões mais procuradas pelos empregadores. Como será que ficarão as profissões em 2021? 

Em virtude do confinamento obrigatório e das muitas medidas de mitigação da pandemia impostas, muitas áreas de atividade encontraram no digital uma forma de sobreviverem acabando por inaugurar uma “corrida” a profissionais especialistas nos domínios da world wide web, mas não só.

Segundo o LinkedIn, entre abril e junho de 2020, já com a pandemia de Covid-19 plenamente instalada, assistiu-se a uma maior procura por, entre outros, profissionais ligados ao digital, ao ensino e formação, saúde em geral (enfermeiros), design de interiores (para preparar as casas para o trabalho remoto e o maior tempo passado nelas) e saúde mental (psicólogos).

No topo desta lista global encontra-se o ensino, logo seguido de duas competências matéria estritamente digital.

A primeira em JavaScript, uma linguagem de programação, o que é justificado pela necessidade de muitos negócios fazerem a sua transição do físico para o online (criar sites e plataformas online de contacto com clientes, por exemplo) e, a fechar o pódio, encontrava-se mais o Adobe Illustrator, um programa mais usado por designer gráficos, que foram muito requisitados nessa transição de empresas das vendas físicas para o mundo online.

Quando nos debruçamos sobre os dados relativos a Portugal, a lista elaborada pelo LinkedIn demonstra três tipos de preocupação: a digitalização das empresas, os negócios imobiliários e a saúde.

Assim, no nosso país, os empregos mais procurados na plataforma de LinkedIn foram engenheiro de software, consultor de imobiliário e enfermeiros. Nos restantes lugares encontravam-se, respetivamente, líder de projetos, account manager, professor, designer gráfico, advogado, psicólogo e arquitecto.

 

E as profissões em 2021?

 

O desenvolvimento de várias vacinas contra a Covid-19, o maior conhecimento que vamos tendo da doença e um lento gradual regresso da atividade turística, pode levar a que, em 2021, o cenário se altere um pouco.

Ainda assim, as profissões ligadas ao mundo digital serão as grandes beneficiadas. Segundo um estudo da IEBS Business School, estas serão as cinco melhores profissões, sem surpresa ligadas ao online, em 2021:

  1. Analista de dados

As profissões especializads em Big Data (área do conhecimento que estuda como tratar, analisar e obter informações a partir de conjuntos de dados grandes demais para serem analisados por sistemas tradicionais) estão em franco crescimento e assumem-se como a grande tendência de 2021.

A um analista de dados (Data Analyst) cabe examinar uma grande quantidade de informação, extrair padrões e estabelecer estratégias com base nos dados recolhidos.

Os salários anuais neste tipo de profissão variam entre os 50 mil e os 80 mil euros por ano.

  1. Arquitecto Blockchain

Nascida com as criptomoedas, a tecnologia Blockchain é já utilizada em vários sectores de atividade como um método seguro para verificar os processos e fazer transações, uma vez que descentraliza toda a troca e armazenamento de informação.

Apesar de recente, este é não só um dos perfis profissionais mais procurados pelas empresas digitais este ano, como um dos mais bem pagos. O salário médio de um arquitecto blockchain varia entre os 90 mil e os 110 mil euros por ano.

  1. Consultor SAP

Na prática, o consultor SAP é responsável por gerir e adaptar o software SAP (software utilizado por empresas para gerir entradas de processos como os de registo de vendas, compras, movimentos de stock, pagamentos, etc.) às necessidades das empresas. 

Estes profissionais auferem um salário bruto médio de 45 mil euros.

  1. CRM manager

Com o crescimento exponencial do e-commerce (comércio electrónico) no último ano, as profissões especializadas nas ferramentas que optimizam a relação entre empresa e cliente no ambiente digital estão em alta.

Esse é o caso do CRM manager (Customer Relationship Management) que tem como função definir e desenvolver a estratégia de CRM no comércio online. 

Independentemente dos anos de experiência, o salário médio de um CRM manager varia entre os 25 mil e os 35 mil euros por ano.

  1. Digital Product manager

No quinto lugar encontramos mais uma profissão ligada ao e-commerce, o Digital Product manager.

Este profissional é responsável por coordenar estudos sobre vendas online para desenvolver o plano de marketing da empresa e liderar a transformação da área digital. 

O salário bruto é de cerca de 70 mil euros por ano, variando de acordo com a empresa e a experiência.


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