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Mais do que uma expressão que possa ser utilizada nesta fase de regresso ao trabalho, a depressão pós-férias é uma realidade difícil de resolver.

Em tempos de pandemia e de teletrabalho, a questão pode ser ainda mais complicada do que o habitual. Um período especialmente stressante que incluiu o confinamento, aliado a umas férias que, para muitos, não terão sido as ideais ou suficientes para recuperar forças.

O medo da contaminação pode ter contribuído para uma diminuição do bem-estar a vários níveis. As regras de distanciamento físico forçaram a reservas no que toca a visitas a familiares, sobretudo os mais vulneráveis.

Situações que representaram perdas significativas e necessidade de ajustamento à mudança.

O regresso ao trabalho pode, por isso, ser experienciado de forma mais negativa. Vivemos tempos atípicos e imprevisíveis.

Para quem regressa à mesma atividade remota há, nalguns casos, a incerteza face ao futuro laboral e um isolamento que é tão necessário quanto prejudicial. Um estado de permanente alerta aumenta os níveis de ansiedade, dificulta o equilíbrio e compromete a saúde mental de muitos trabalhadores portugueses.

A depressão pós-férias é um problema muito sério ao qual é importante estar atento o quanto antes para evitar que o mesmo se agrave.

TUDO SOBRE A DEPRESSÃO PÓS-FÉRIAS

mulher com ar abatido sentada na cama

O que é

Em que consiste, exatamente, aquilo a que se chama de depressão pós-férias, ou stress pós-férias?

Trata-se de um estado de humor caracterizado por uma evidente tristeza, desanimo, assim como por outras emoções como raiva, aborrecimento ou medo.

Ainda que possa ser uma fase transitória e ligeira, constituindo uma resposta considerada normal dentro do contexto de regresso à rotina, o problema coloca-se quando um conjunto se sintomas se prolongam.

A depressão pós-férias pode comprometer o regresso às atividade profissionais, mas também limitar a qualidade de vida.

Sintomas da depressão pós-férias

Entre os sintomas mais frequentes estão os seguintes:

  • Falta de energia;
  • Desanimo;
  • Tristeza;
  • Medo;
  • Dificuldades de concentração;
  • Perda de apetite;
  • Insónias;
  • Culpa;
  • Dores musculares;
  • Dores de cabeça;
  • Problemas gastrointestinais.

Contudo, podemos não estar necessariamente perante um episódio depressivo. Esta sintomatologia é habitualmente transitória e ligeira, numa primeira fase após o regresso ao trabalho, podendo não representar, necessariamente, um episódio depressivo.

Caso os sintomas se prolonguem e/ou agravem, aí é necessário tomar medidas.

Causas

Como já referido, podem ser muitas as causas da depressão pós-férias.

Desde logo toda a carga emocional relacionada com o atual contexto da COVID-19, como o isolamento social e adaptação ao teletrabalho, assim como episódios traumáticos que podem relacionar-se com as condições e relações de trabalho, problemas de saúde, preocupações financeiras ou familiares, entre outros.

Saúde mental VS Trabalho

A promoção da saúde mental e do bem-estar no contexto de trabalho tem sido progressivamente apontada como incontornável num contexto de mercado globalizado e competitivo onde apenas as forças de trabalho saudáveis, qualificadas e motivadas podem vingar.

Com efeito, vários dados demonstram que as empresas que promovem e salvaguardam a saúde mental e o bem-estar dos seus trabalhadores encontram-se entre as mais sustentáveis e competitivas do mercado.

Assim, é fundamental atender adequadamente às questões relacionadas com a saúde mental no sentido de desenvolver estratégias individuais e coletivas que garantam o bem-estar dos trabalhadores e o bom funcionamento das organizações.

Para uma noção mais clara da necessidade de abordar a saúde mental no trabalho, saiba que 1 em cada 6 trabalhadores apresenta um diagnóstico psiquiátrico em cada ano de trabalho.

Os problemas de saúde mental têm impacto nos locais de trabalho, causando absentismo, perda de produtividade, stress elevado, mau ambiente e discriminação. É, por isso, necessário promover o bem-estar dos trabalhadores, quer estejam na empresa, quer estejam a distancia, fomentando boas práticas.

A redução ou flexibilidade de horário, o contacto e apoio constantes, assim as condições do local de trabalho são fatores determinantes, sobretudo em tempos da COVID-19. O bem-estar dos trabalhadores reflete-se na produtividade e, consequentemente, no sucesso das empresas.


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