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Falar uma outra língua para além do português é um ato generoso de aproximação ao outro. Ser poliglota assemelhe-se a possuir uma chave para deslindar os processos cognitivos e a cultura de alguém que não fala a mesma língua nativa do que nós.

As vantagens de se saber uma outra língua vão, contudo, muito além da importância intelectual ou cultural. Combinar o português com outro idioma abre-nos portas a novas oportunidades de emprego não só em Portugal, como em todo o mundo.

Ser poliglota ajuda a compreender melhor o mercado global, assim como aquilo que os consumidores, fornecedores e parceiros internacionais querem e precisam. Ser capaz de conversar diretamente previne potenciais mal-entendidos e melhora a precisão. Além disso, também poupa custos de tradução.

Vantagens de ser poliglota no mercado de trabalho

  • Ser poliglota pode aumentar o salário até 15% em relação a quem só fala uma língua. Um estudo americano chegou à conclusão que os trabalhadores bilingues ganham até mais 3.000 dólares por ano do que aqueles que falam só uma língua.
  • A fluência numa segunda língua pode ajudá-lo a conseguir um melhor emprego. As competências linguísticas são valorizadas por empregadores que querem construir um negócio competitivo e são solicitadas no processo de recrutamento. Por isso, ter mais do que uma língua no currículo tem um efeito diferenciador para um recrutador.
  • A proficiência numa segunda língua torna a comunicação no trabalho mais eficaz, permitindo-lhe tirar o máximo partido das oportunidades e começar conversas potencialmente lucrativas, tanto para si como para a sua empresa.
  • Aprender línguas pode aumentar competências como a criatividade, a capacidade de abordar os problemas de forma diferente e olhar para uma situação sob diferentes prismas.
  • Ser poliglota é uma ferramenta importante na progressão na carreira, em especial para cargos de gestão.

Línguas mais requisitadas no mercado de trabalho

Para um poliglota se as línguas como o inglês, o francês ou o espanhol ocupam, normalmente, um lugar de destaque nas preferências dos empregadores, entre as línguas mais requisitadas no mercado de trabalho encontram-se idiomas menos habituais como o mandarim e o árabe que são a expressão do crescimento da importância destas economias no panorama global.

Inglês

Apesar de já não ser um fator diferenciador, o inglês continua a ser a língua de negócio internacional por excelência. Dominar o inglês, língua mais falada em todo o mundo, dá-lhe, virtualmente, acesso a todos os mercados laborais do planeta.

Mandarim

Com os Estados Unidos da América a estarem prestes a serem destronados da liderança económica e política global pela China, vem à tona a importância da aprendizagem do mandarim.

Apesar de ser um dos idiomas mais procurados como língua estrangeira entre empregadores de todo o mundo, o mandarim é uma língua particularmente difícil de aprender. Quem pretender aprendê-la tem que esquecer a semântica e sintaxe do português. Por exemplo, as letras são substituídas por pictogramas (caracteres), os verbos só têm uma flexão (não existe passado, presente e futuro como os entendemos em português) e existem dezenas de caracteres iguais que significam coisas completamente diferentes só se diferenciando pela entoação com que os dizemos.

Muitas empresas chinesas, especialmente as maiores, continuam a fazer negócio em inglês, mas saber mandarim é visto com bons olhos e pode desbloquear impasses negociais (soft power). Para além disso, abre portas a contactos mais privilegiados e permite-lhe entrar no mercado chinês sem o auxilio de intermediários.

Alemão

A sonoridade pode parecer-nos agressiva e a sua fala imperscrutável, mas a verdade é que o alemão é uma das melhores línguas de trabalho na Europa.

Investir na aprendizagem de alemão pode compensar, e muito: a Alemanha tem a maior economia da União Europeia e o alemão é o idioma oficial de alguns dos maiores destinos da emigração portuguesa.

Empresas alemãs também são tidas como referência quando o assunto é qualidade, geralmente se posicionando no topo do ranking das suas respectivas indústrias (pense em Allianz Worldwide, Deutsche Bank Group e BMW).

Sede de algumas das empresas mais conceituadas do mercado, a Alemanha ficou em terceiro lugar do WE Forum Power Language Index em termos de oportunidades económicas, enquanto o site de procura de empregos britânicos Adzuna classificou a língua alemã como uma das “mais lucrativas para se aprender”. A somar a tudo isto, as leis do trabalho alemãs são das mais generosas para os trabalhadores em toda a Europa.

Espanhol

Com mais de 400 milhões de falantes nativos e espalhado pelas quatro partilhas do mundo, o espanhol é particularmente importante na abertura de portas aos mercados da América do Sul para além, claro está, de lhe possibilitar trabalhar e fazer negócios na nossa vizinha Espanha.

A somar a tudo isto, a proximidade com o português, fazem do espanhol um dos idiomas de mais fácil aprendizagem para os portugueses.

Japonês

Apelidada de língua dos robôs, o japonês assume-se como o idioma por excelência para quem quer desenvolver a sua carreira nos ramos da ciência e tecnologia. Se está a pensar que o inglês resolve a situação, tem que rever essa ideia. Os japoneses têm uma proficiência extremamente baixa neste língua.

Existem aproximadamente 125 milhões de falantes nativos de japonês, e por mais que não ofereça as mesmas vantagens do inglês, o Japão é a terceira maior economia mundial. Em termos de aprendizagem, esta língua é ligeiramente mais simples do que o mandarim, mas mesmo assim relativamente difícil para os padrões portugueses ainda que muitas palavras japonesas tenham origem no português.

Francês

O francês já chegou a ocupar o lugar que é hoje representado pelo inglês, mas apesar disso continua a ser de extrema valia, em especial nos mercados emergentes de África e sudeste asiático.

Francês é, igualmente, um idioma chave na diplomacia internacional. Ele é idioma oficial das Nações Unidas e da Organização Mundial do Comércio, além de ser extremamente importante para quem trabalha no ramo do turismo.

Árabe

No total, quase 300 milhões de pessoas em todo o mundo falam árabe. Porta de entrada no norte de África e Médio Oriente, lugar onde a procura por profissionais dos ramos do petróleo, energia, construção e imobiliária é muito requisitada.

Para além disto, os países do Médio Oriente têm experiênciado um grande crescimento no consumo de produtos digitais. Assim, ser capaz de traduzir e prover serviços digitais para o mundo árabe afigura-se como uma excelente oportunidade de trabalho.