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Interromper os estudos durante um ano depois de concluído o ensino secundário é prática comum, especialmente nos países anglo-saxónicos.

A imagem de um jovem de mochila às costas pelas estradas do mundo em busca de experiências que o ajudem a definir quem é e o que quer não é apenas romântica, ela é também o resultado prático da necessidade de reflexão e amadurecimento que, no futuro, pode garantir a tomada de decisões mais ponderadas e acertadas.

Nem tudo são vantagens, existem alguns pontos negativos em fazer um ano sabático antes de entrar na universidade. A ansiedade decorrente da potencial imagem de um ano de faculdade “perdido” e o stress de se organizar uma viagem ou procurar um emprego são alguns deles.

Em último caso, a decisão de se parar, ou não, um ano irá depender dos objetivos e necessidades de cada um. Para que possa decidir com mais conhecimento de causa, deixamos-lhe com os prós e contras de fazer um ano sabático antes de entrar na universidade.

Prós

• Dá-lhe tempo para refletir

É comum acabarmos o ensino secundário pejados de dúvidas sobre o que curso se adapta às nossas ambições e necessidades.

Parar um ano significa, se der utilidade ao tempo disponível, ter tempo para ponderar, pesquisar alternativas e experimentar. Pode passar o seu tempo a perseguir passatempos e interesses que muitas vezes são negligenciados a favor dos estudos – como resultado, pode até descobrir que quer seguir um caminho totalmente diferente.

• Desenvolver contactos úteis

Quer seja a viajar ou a trabalhar, durante o ano de paragem vai ter a possibilidade de conhecer dezenas, senão centenas, de novas pessoas.

Isto pode incluir pessoas a quem podem pedir oportunidades de emprego e referências, ou simplesmente alguns amigos internacionais em cujos sofás podem cair se tiverem a oportunidade de visitar o seu país de origem mais tarde.

• Melhorar a empregabilidade

Se aproveitar este ano sabático para experimentar o mercado de trabalho, irá ter a oportunidade de desenvolver competências que não só lhe serão úteis na conclusão do curso que virá a frequentar, como o ajudará a conseguir marcar a diferença em futuros processos de recrutamento.

Essas competências-chave incluem coisas tão diferentes como organização, comunicação, trabalho em equipa, independência, tomada de decisões, gestão do tempo, iniciativa, liderança e maturidade.

• Tirar um tempo para si

Fazer uma pausa antes de entrar no mundo académico pode ajudar os alunos a sentirem-se revigorados e mais capazes de enfrentar o curso. Muitas instituições de ensino verificam que os estudantes que fizeram um ano sabático regressam com uma atitude mais madura em relação ao estudo independente e à educação em geral.

• Amadurecimento

Um ano fora da rede de segurança e conforto do lar temperado com ideias e experiência novas levá-lo-ão a um mais rápido amadurecimento do que se seguisse imediatamente para a universidade.

Contras

• Vai atrasar um ano a frequência da universidade

Especialmente em Portugal, país em que este conceito de “gap year” ainda não está completamente instalado, “atrasar um ano” pode ser gerador de ansiedade e, em último caso, fator determinante na decisão de parar, ou não, um ano.

• Saudades

A alegria de viajar, caso seja esta a fórmula de ano sabático escolhida, pode misturar-se com essa tão portuguesa saudade. Saudade da família, saudade dos amigos, da(o) namorada(o), etc.

• Os anos sabáticos têm um preço

Viajar à descoberta do mundo tem o seu preço. Se não fizer um planeamento rigoroso dos gastos em função daquilo que a sua carteira pode aguentar, começará a universidade com mais dores de cabeça do que aquelas que o levaram a fazer um ano sabático.

Dependendo do tipo de viagem que escolher, pode estar a olhar para alguns custos consideráveis.

• É difícil manter o contacto com os amigos

Os amigos são uma parte fundamental da nossa vida seja em que idade for, mas juntar à potencial separação no fim do secundário uma outra separação ainda maior, pode ser difícil.

À luz da experiência de pessoas mais velhas isto pode parecer demasiado dramático, mas para um adolescente, estas são as pessoas com quem passou horas a rir e a criar laços durante anos anteriores e a possibilidade de perder a ligação com elas pode ser realmente assustadora.

• O stress decorrente do planeamento

Viajar pode, por outro lado, também ser uma aventura stressante. Marcar vacinas, obter bilhetes e seguros, vistos e alojamento ordenados; tudo isto e a aventura ainda nem sequer começou.

O stress decorrente da necessidade de um planeamento rigoroso da sua viagem pode revelar-se avassalador.

É mais fácil à medida que se habitua à vida “na estrada”, mas haverá sempre situações que testarão ao máximo os seus níveis de stress.


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